A harmonia de um lar, os julgamentos e seus números.

Para começar a explanação de hoje eu preciso explicar algumas coisas que as pessoas não entendem: Nenhum de nós tem o direito de julgar ninguém nem nada, por qualquer atitude que venha a ser tomada, ou mesmo uma característica. É muito fácil para mim por exemplo, que fui criado pela minha vó, e sempre tive tudo o que quis, criticar um trombadinha menor de rua por roubar bonés, um mototáxi que entrega drogas, ou até mesmo o traficante que as vende. Eu sempre estava lá, protegido, bem alimentado, sem olhares excludentes – exceto para minhas evidentes gorduras e gordisses, mas isso é reflexo da boa alimentação e não vem ao caso. Quando eu via uma propaganda da avanço, mesmo com nove anos e sem nenhum sinal aparente de cê-cê puberdade, no dia seguinte eu tinha um potinho e usava, para que as mulheres avançassem em mim isso nunca funcionou. Continuando… que respaldo tenho eu, para falar mal, apontar ou mesmo condenar os que desviam seu caminho, pessoas essas, que viam a mesma propaganda que eu, com o mesmo nível de apelação à compra, e diferente de mim sentiam frustrações em coisas simples na vida como comer, brincar e etc.. O que falar dos que tem oportunidades e ainda assim desviam do caminho? NADA! Criação é um demônio disfarçado de carinho, não há como medir, ou ainda rotular uma quantidade certa, somando-se a carga genética da pessoa, suas experiências sociais e sua criação, é muito mais fácil nesse liquidificador sair bosta do que Shakespeare milkyshake. Finalizando esse excerto, não tenho toga, muito menos título de juiz, ou qualquer outro tipo de “poderes legais” para me sentir no direito de julgar.

Entretanto, não significa que eu tenho que concordar com atitudes que qualquer demente bandido pessoa praticador de delitos venha a ter. Porque, pior do que praticá-las, é ser conivente com elas. Você conversa, perdoa, conversa novamente, quando não dá mais você mata denuncia. Agravantes laços familiares podem requerer outras atitudes não tão incisivas. Com isso tudo em mente começo o meu texto:

Todos nós como indivíduos sociais temos o direito de experienciar, analisar, e formar opinião sobre toda e qualquer forma de relação social.

Qualquer lugar que você use para para dormir, passar o tempo, descansar entre atividades pode ser chamado de casa. Lar é o local que o seu coração quer voltar naruto gera conforto, vive-se em família ou qualquer tipo de relação que se aproxime de “familiar” por mais doentia que seja.

Família são todos os seus parentes de grau 0, ou no máximo os pais de seus parentes de grau 0, mesmo que esses parentes não tenham ligação de sangue.

Todo o universo tende a um estado de desorganização, entropia. Para manter as coisas – incluindo suas relações com o próximo – em um estado organizado gasta-se energia, e quanto maior a amostragem a ser organizada maior é a energia a ser gasta, adiciono aqui que para relações sociais esses cálculos são geométricos, aumentando assim exponecialmente a quantidade de energia requerida manter as inter-relações em ordem. Disto tiramos que: Se você não quer ter que abrir mão de conceitos, pensamentos, e/ou comportamentos você deve se relacionar com o menor número de gente possível para que suas energias se conservem no que tange a relacionamentos.

E o principal os números que geram um lar:

Um lar deve conter:

entre 0 – 2 idosos, pelo menos um deles com capacidade de autossustentação.

1-3 adultos, um deles com ligação DIRETA de 0rimo grau com os possíveis idosos, não podendo dois deles dividirem essa ligação.

0-2 adolescente, um deles quando houver, obrigatoriamente nerd, para atenuar os efeitos da puberdade.

0-2 crianças, ambas criadas com muito amor disciplina militar.

0-2 animais de estimação não necessariamente da mesma raça/espécie.

0-3 funcionários, não constantes.

A permutação desses valores não deve ultrapassar um número total de sete (7) indivíduos simultâneos, além dum espaço mínimo de 80 metros quadrados por indivíduo.

Qualquer alterações desses valores causa um aumento exponencial do nível de energia necessário para se manter as boas relações em um lar, e este perde essa configuração não passando de mais uma casa, albergue ou mesmo um puteiro ponto de drogas. Nessa nova configuração, as pessoas perdem o respeito umas pelas outras e passam a julga-las, perturbá-las ou mesmo roubá-las. A disputa pela atenção dos adultos principais, formadores da casa, começa a gerar intriga e as necessidades individuais sobrepõem-se as necessidades coletivas. Resultando numa ruptura relacional e numa sensação de falsa segurança doentia que faz com as pessoas se viciem nessa nova configuração a que se submetem.

Para finalizar tudo cito um trecho que alguns dizem que jesus repassou para que fosse colocado nos manuscritos do mar morto: “Todo filho deve odiar pai e mãe a ponto de abandoná-los e carregar a sua própria cruz”. Esse trecho pode estar incerto pois não estou mais em posse do livro no qual o li e não achei referencias no google. Mas a mensagem é exatamente essa.

Aviso de antemão para os meus adoradores do demônio odiadores. Se você se identificou com esse texto, acha que usei de suas experiências para escrevê-lo vai tomar no cu, saiba que está deveras errado sobre essas considerações, fiz ele baseado em pesquisa abrangente que, como base, teve as minhas próprias relações interpessoais. E se assim o sentiu, tome vergonha na cara e vá viver a sua vida ao invés de tentar viver a dos seus pais.

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Sobre Pride

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6 respostas para A harmonia de um lar, os julgamentos e seus números.

  1. Anita disse:

    Affe.. ainda bem q vc vive numa pensão! 😀
    acho q d todos q li.. esse é o desabafo do qual eu relamente não tenho nádegas à declarar..
    ¬¬”

  2. Envy disse:

    Rá! …
    Ichi wa zen, zen wa ichi … soshite…
    Ningen wa ningen da! Wakate shimasu… uso janai kara.

  3. d_ark_blue disse:

    … rumo ao desapego positivo!

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