Confluência (Geral) das vontades : Prelúdio : Objeto, ser vivo, evolução do ser pensante.

Esse texto faz parte de uma série, é o segundo capitulo da primeira (de três) partes da série; você pode ler o texto anterior, clicando aqui. Para o Índice clique aqui

Começaremos uma definição bem simples, vou usar de um artifício que Envy já usou aqui, o dicionário para começar a expor nosso estudo:

ob.je.to
sm (lat objectu) 1 Tudo que se oferece aos nossos sentidos ou à nossa alma. 2 Coisa material: Havia na estante vários objetos. Col: bateria, trem (quando agrupados para o mesmo fim). 3 Motivo, causa. 4 Tudo que constitui a matéria de ciências ou artes. 5 Assunto, matéria. 6 Intenção, desígnio, mira. 7 Fim a que se mira ou que se tem em vista. 8 Filos Aquilo que é pensado, por oposição ao próprio ato de pensar. 9 Dir Tudo aquilo sobre que recai um direito, ou uma ação, ou obrigação. 10 Inform O conjunto de dados que constitui uma imagem ou som específicos. 11 Inform Variável utilizada, num sistema especialista, numa operação de raciocínio.

Dicionário Michaelis – Língua portuguesa

Vou me ater principalmente à definição número três: “Motivo, causa”; Se encararmos um objeto como motivo ou a causa, temos então o primeiro conceito formado. O motivo e a causa são metafisicamente alvo dessas ponderações que estou expondo aqui, o que nos leva a um loop infinito aonde eu estudo a causa e essa é exatamente minha motivação e causa de estudo.

A primeira vista, idiota, em outras perspectivas, também, mas é exatamente a abstração dessa ideia de estudar o motivo por de trás de motivo que me levou a avaliar minha sanidade, ou a falta dela. E um pensamento levou ao outro e finalmente eu enlouqueci completamente. Ou talvez não.

As definições cinco, seis, sete e oito dão uma visão mais clara do que pode ser o objeto além da causa; podemos encara-lo como alvo, ou assunto, ou matéria, não importa, se chamássemos de corpo de estudo teríamos o mesmo resultado. Lembre-se dessas palavras em negrito para textos posteriores, e principalmente atenha-se a essa definição de objeto durante todo o “estudo” para que eu não me perca na minha discursiva e venha me contradizer, o que vai acontecer, #fato. Com a definição ampla de objeto começamos a tentar definir o nosso, já que ficar na motivação por de trás da motivação não nos dará nenhuma resposta.

O ser vivo:

Uma vez um professor de biologia meu perguntou em sala o que era a teoria celular, intencionalmente respondi que era a teoria responsável por podermos ligar para os nossos pais nos buscar no shopping.

É interessante ressaltar aqui o ser vivo. Foi a primeira maneira como aprendi a separar as coisas, entre vivos e não vivos; na terceira séria ainda me fizeram engolir que o mundo era dividido em três: Reino animal, reino vegetal, e reino mineral. Coitada da minha mãe para me explicar que a televisão não era um mineral, muito menos quem estava dentro dela.

Apesar de fraca e falha, essa divisão é importante, conseguir definir e identificar a diferença entre o vivo e o não vivo é essencial para adaptação bio-espacial, coloque-se no lugar do cachorro, como saber a diferença entre seu dono e aquela caixa que abre na entrada de sua morada e penetram objetos que seu dono destroi, contempla e toma várias atitudes aleatórias depois disso?

Não indo tão longe porque definitivamente nem a carta nem o cachorro são nossos objetos, ainda. Mas estar vivo não é simplesmente ser vivo, a química orgânica é bem mais que isso e a biologia é uma área da ciência ampla tanto quanto ou mais que as outras áreas.

Atomicamente falando nada difere um ser vivo de um celular, existem celulares hoje que pensam melhor, fazem mais e são mais uteis que muito humano. Então passei a me indagar, qual é o componente que faz a diferença? Muitas aulas de biologias depois eu ainda não tenho claro isso na minha mente, e dizem que no final do conhecimento sempre sobra o mistério e deus. Mas esse também não é nosso objeto.

O ser pensante:

A bíblia diz que Deus moldou o homem do barro, será tão difícil assim ver ciência e misticismo andando lado a lado? Moldar do barro não poderia significar melhorar a partir de um ponto até sua perfeição? Sempre é mais fácil argumentar sem tentar entender e interpretar.

De uma coisa eu tenho certeza, os religiosos precisam atualizar o culto a fé, e dizer coisas como a que está em itálico ajudam, mas que o povo que escreveu e leu a bíblia e outras baboseiras de autoria humana, o faziam com veemência, e acreditavam no que estavam escrevendo e lendo… O que não invalida o que está em itálico.

O culto a fé precisa ser atualizado, mas a fé não. Ela é inerente ao ser pensante, e porque? E o ser pensante é obrigatoriamente um ser vivo? Vamos delirar um pouquinho:

Para manter o curso da evolução, o responsável por ela – que não vou chamar de deus, senhor, jesus, ou qualquer entidade que tenha um nome – teve que aprimorar a capacidade de percepção do ambiente não vivo. E essa percepção que foi melhorada veio acompanhada de uma melhora do suprimento de necessidades que esse ser vivo tinha, produzir energia que o manteria em ciclo. Então vamos colocar assim, o ser vivo recebe um estímulo externo, processa esse estímulo, e toma uma ação. Isso é automático, e principalmente simples quanto menor a complexidade dos seres vivos, com o aumento da capacidade perceptiva veio consequentemente a complexidade, o ser vivo de única e simples estrutura começa a se organizar em complexos módulos estruturais com funções especificas. Evolucionismo ou Criacionismo a parte, esse processo ficou tão complexo que há então a necessidade não só de receber esse estimulo, processa-lo e então tomar uma ação, necessita-se entre outras coisas memorizar esse processo. Com a capacidade de memorização, veio também a capacidade comparativa e analítica,  eventualmente uma coisa levou a outra, e ta-da! Temos um ser capaz de pensar sobre o pensamento. O ser humano.

Bom, acredito que hajam outros seres vivos capaz de tais feitos em outros níveis de consciência/existência, não acredito que a inteligência seja uma característica humana, mas a verdade é que essa característica é bem forte “na gente”.

Com isso temos o nosso primeiro objeto real: o ser pensante.

Bom gente é isso, o texto continua no depois, mais louco que rocombole de capacete.

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Uma resposta para Confluência (Geral) das vontades : Prelúdio : Objeto, ser vivo, evolução do ser pensante.

  1. Envy disse:

    hmmm …

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