Férias: Barra do Garças

E aê manolada, bora continuar essa porcaria?

*Voz sexy de locutor: ON*

No capítulo anterior de Delírio de Cotard: Férias você conferiu as aventuras de Felipe Washington em uma Cuiabá pós-apocalíptica em que pessoas morriam de frio nas ruas como resultado se uma catástrofe climática.

*Voz sexy de locutor: OFF*

Após minha passagem por Cuiabá cheguei em Primavera do Leste para passar a segunda-feira e descansar um pouco. Viajar e rever os amigos é uma coisa muito boa, sempre que faço isso meus problemas de insônia desaparecem, creio ser pelo desgaste que é ficar horas atrás do volante do carro, mas digamos que seja pela emoção de rever os amigos, ok? Então, eu estava tão seja-lá-o-que-for que cheguei na casa da minha tia, almocei, deitei na cama e quando percebi já eram 17hs e eu tinha dormido esse tempo todo com traje completo, nem os óculos eu tinha tirado.

Na terça-feira minha tia queria me convencer a ficar para ir em um casamento com ela, já que ela tinha um convite extra por meu primo estar em Cuiabá para uma apresentação, mas eu queria estar na quinta-feira em Goiânia pois teria uma prova na sexta-feira e queria ter um tempo para estudar, e para completar sábado eu teria que estar em Barra do Garças novamente para uma festa de debutante na qual dançaria valsa (Já viram, né? Pois eu correspondi às suas expectativas…). Parti para Barra do Garças e já na estrada percebi que meus braços estavam com manchas vermelhas suspeitas, mas deixei estar. Chegando lá fui visitar um primo que estava estrupiado por ter conseguido a proeza de cair de um cavalo, o detalhe principal disso tudo é que ele faz provas de tambor, laço, team penning, etc. e caiu do cavalo por estar sentado nele com os pés fora dos estribos. No meio da conversa percebi que era terça-feira e não quarta como achava até então e que poderia prorrogar minha estadia lá em mais um dia. Dito e feito.

Na quarta-feira percebi que as manchas em meus braços aumentaram e resolvi fazer algo que odeio: Procurei um médico. Depois de duas horas na fila, isso por que era particular, já estava cansado de ouvir algumas mulheres conversando sobre como criaram seus filhos e concluí que se fosse filho da mulher que estava ao meu lado já teria batido nela ou deixado a casa daquela maluca. Após ver o veredito da ultrassom de uma das mulheres acusando-a de ter assado um frango sem proteção, fui atendido. O médico me informa que eu teria que fazer alguns exames para detectar a origem da irritação, nessa hora meu sangue já gelou, eu sabia o que estava por vir, meu maior temor, eu teria que fazer um EXAME DE SANGUE!!! OMG!!! I DIDN’T FUCKIN’ BELIEVED IT!!!

Saí do consultório desconsolado, abatido e sem vontade de cantar uma bela canção e fui para a casa de um dos meus tios, teria que fazer um jejum de doze horas para poder fazer o maldito exame, assim para que fizesse a última refeição com estilo peguei uma das minhas primas e fui comer uma saltenha (Não sei explicar o que seria esse prato, parece um pastel, mas é enrolado e como nunca vi algo parecido em outro lugar, somente recomendo que vá lá e veja com seus próprios olhos.), nesse momento também descubro que teria um ensaio da valsa de sábado para ir naquele mesmo dia (Mesmo com ensaioS eu consegui… Life is a BITCH!), se eu tivesse viajado como pretendia, indo pra Goiânia na manhã daquele dia, perderia todos os ensaios e isso me fez divagar bastante sobre a interligação dos acontecimentos na nossa vida, destino e afins ou se tudo não seria simplesmente uma coincidência do balacobaco.

Divagações à parte, cheguei no ensaio e lá percebi como é ser um dos mais velhos em um local, como sempre fui o mais novo em tudo o que me acostumou a falar de coisas da minha infância tranquilamente, naquele local me senti praticamente um idoso, ou no mínimo um tiozão daqueles que usam cuecas do Led Zeppelin. Ao nos ensinar, o camaradinha do cerimonial disse que valsa não é dois pra lá e dois pra cá, é um pra cada lado e pronto, nesse momento, creio que por estar mentalmente abalado pelo exame de sangue que faria na manhã seguinte e pelo jejum, comecei a fazer como o Axl Rose fazia naquele passinho de um lado pro outro que é marca registrada dele, como pode ser visto nesse clipe (e creio que em todos os outros):

Ninguém entendeu e eu fiquei com cara de trouxa. Já estava tendo essa sensação de “tiozãozice” desde que um cara me perguntou quem era Tião Macalé e eu respondi tranquilamente que era o cara dos Trapalhões, ele olhou para mim e disse que não sabia quem eram esses. Só tenho uma coisa a dizer:

Voltando ao assunto: Ao menos minha parceira tinha senso de humor (ou de ridículo) e entendendo ou não, ela riu dos passos tortos executados pela minha pessoa. Tive muita sorte com aquela parceira, foi uma das que pegaram o jeito mais rápido, facilitando muito as coisas pra mim. Saí daquele ensaio acreditando que tudo seria simples e que no baile tudo aconteceria tranquilamente. Estava, mais uma vez nessas férias, errado…

No outro dia eu fui para a sala de tortura e retirei meu sangue, pela primeira vez não fiquei tonto, nem vomitei, nem senti nada além do desagradável e já o clássico suor frio. Depois de pegar o resultado dos exames na tarde daquele dia, retornei ao médico, o mothefucker simplesmente olhou os exames e disse:

– É… Pode ficar tranquilo… Sífilis as vezes dá esse tipo de coisa mas você não tem isso não…

Nesse momento me vizualizei atravessando aquela mesinha com um salto e esganando o FDP até a morte por me fazer passar por uma tortura mental e todo aquele sacrifício para fazer um exame e verificar uma coisa QUE EU JÁ SABIA QUE NÃO TINHA!!! ERA ÓBVIO QUE AQUELA MERDA ERA ALERGIA!! Pô, eu sou uma pessoa letrada, tenho curso superior, faço pós-graduação, falo 3 línguas (uma porcamente, mas eu não passo fome se viajar) e o cara vem achar que eu tenho DST??? Fiquei com muita raiva e ainda tive que deixar para me dirigir à Goiânia na sexta-feira pela manhã com prova no mesmo dia à noite e tendo estudado porcamente…

Enfim, essa epopéia ainda não acabou, aguarde pelo post final no qual contarei sobre o baile de debutante com a minha ilustre participação.

Até a próxima. AWAAAAAAYYYYYY!!!! VALEU GALERAAAAAAA!!! UHUUUUUULLL!!

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Sobre Felipe Washington

Gott weiss Ich will kein Engel sein.
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Uma resposta para Férias: Barra do Garças

  1. Lara Cristina disse:

    Fiquei curiosa para saber se o local que você comeu a saltenha, pois comi uma na Pastelaria do Léo em Barra do Garças no mercado Municipal que ficou na história
    .

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