Concurso em Brasília

Em janeiro fui para Brasília com a intenção de prestar um concurso, mas é claro que quando eu estou no meio da parada algo mais tem que acontecer, né? Pois bem, vou contar o que aconteceu naquele último domingo de janeiro… Posts com muitas fotos para quem nunca foi lá conhecer. Estou enrolando esse post a meses…

Tudo começou quando um colega de MBA me contou que iria abrir um concurso para analista judiciário do Supremo Tribunal Militar, o salário era bom e um outro amigo também do MBA ficou muito interessado, mas só poderia prestar se eu também o fizesse, pois não teria condições de ir à capital tupiniquim. Como muitos sabem, eu não consigo deixar alguém se foder na minha frente e me inscrevi também, afinal, vai que dava, né? No dia anterior à viagem eu estava completamente desanimado em precisar percorrer toda a distância para fazer uma prova que tinha certeza que não serviria para nada, mas como não iria sozinho, aceitei o fato. E realmente não serviu para nada.

Combinamos de sair na madrugada do domingo da prova, por volta das 5hs, assim teríamos 3 horas para andar os 200 km que separam Goiânia de Brasília e encontrar os lugares das provas, já previamente marcados no GPS. Nenhum de nós jamais tinha ido à cidade, mas acreditávamos que a estrada fosse bem sinalizada, o que realmente era, e poderíamos seguir caminho tranquilamente. Enquanto ia abastecer, em plena 5h30 da madrugada, a conveniência do posto estava cheia de gente, o que me fez pensar em o que esse povo faz, afinal, ficar a noite toda em uma conveniência não parece ser um programa muito divertido… A viagem foi tranquila, porém como ela foi realizada durante a noite e havia neblina na estrada, demoramos um pouco mais que o esperado, chegando no Distrito Federal às 7h30 e para completar meu amigo, que seria o navegador a partir desse momento, conseguiu desmarcar os locais no GPS, o que gerou um certo desespero.

Tínhamos meia hora para encontrar uma maneira de estar nos locais de prova com somente o meu iPhone de guia, mas no fim conseguimos. O lugar do meu amigo foi bem fácil de encontrar, pois estava na ponta da Asa Sul, perto de onde chegamos, o problema é que o lugar onde eu faria a prova era na ponta da Asa Norte e eu precisava atravessar todo o Plano Piloto, encontrar uma vaga e a sala onde faria a prova em 15 minutos. Incrívelmente consegui chegar a tempo, estacionei meu carro às 7h55 longe pra caralho, pois os locais próximos estavam lotados, consegui encontrar o bloco onde faria a prova às 7h58 e às 7h59 entrei na sala. Para ser melhor que isso só se eu tivesse passado na prova.

Em 1h30 eu já tinha resolvido ou chutado todas as questões e como meu amigo sempre demorava para terminar as provas do MBA, fui dar umas voltas pela cidade antes de ligar para ele e decidi parar na Catedral, afinal, todas as vezes que eu fui a Brasília quando pequeno (uma) ela estava  em reforma e nunca tive a oportunidade de vislumbrá-la por dentro.

Por dentro...

...E por fora.

Não sei por quê liguei para o companheiro de concurso e ele já se encontrava fora da sala, imediatamente me dirigi ao local onde ele estava, chegando lá ele me conta que foi desclassificado por esquecer um pendrive no bolso e ter ido ao banheiro. O cara conseguiu tirar tudo e por no saquinho lá, mas esquecer um pendrive do mal em seu bolso!! Como exames da Cespe são cheios de restrições, como muitos de meus amigos sabem por já termos trabalhado nesses concursos, ele foi desclassificado imediatamente. O pior é que, como já expliquei antes, só fui fazer esse concurso por conta dele, mas nem tudo estava perdido e fomos realizar um tour pela cidade.

Voltamos à Catedral, mas como a missa ainda não havia terminado não poderíamos entrar e decidimos ir ao Museu logo ao lado, onde estava tendo a exposição “Seja Marginal, Seja Herói”, não sei bem o motivo daquilo tudo, mas tinha um piano lá e isso já serviu para mim.

Museu em primeiro plano e a Catedral ao fundo.

A famosa Antena de TV vista da praça do Museu

Após o museu decidimos ir ao Congresso Nacional, onde eu tentei parar embaixo da bandeira de Mato Grosso, mas como esse estado é fodão, essa vaga já estava ocupada e me contentei com o estado em que resido atualmente mesmo. Lá tivemos a prova de que uma maçã não cai longe da árvore e uma caneta havia sido roubada. UMA CANETA BIC! Com certeza o cara só fez pra ver se teria 100 anos de perdão… Dentro do prédio vimos vitrais, obras de arte e a exposição de presentes internacionais, que não colocarei as fotos aqui por considerá-las ruins e como o passeio é gratuito, você pode ir lá e ver.

Não poderíamos deixar de visitar a Praça dos Três Poderes e ao chegar lá o que mais me impressionou foi o tamanho da bandeira hasteada lá.

Pra quem não sabe, o Pavilhão Nacional possui 248 m² hasteados a 100 m de altura e nenhum prédio pode ser mais alto que ele.

Outra coisa que também me impressionou foi a quantidade de radares e mendigos presentes lá, mas como não fui assaltado e até hoje não chegou nenhuma multa aqui em casa, tá tudo bem.

Fomos então visitar o Museu Juscelino Kubitschek, porém meu amigo não aceitou pagar a miséria de 6 reais para entrar e ficamos somente pelo lado de fora mesmo.

Monumento em homenagem ao presidente idealizador da nova capital.

Já eram quase 14h30 e não tínhamos comido nada e fomos para um shopping comer algo e então finalizar a visita. Gastamos o mesmo que gastaríamos em uma Ribs on the Barbie no Outback, porém o cabeçudo aqui esqueceu que Brasília possui esse restaurante e ficamos apenas com um sanduíche, batata e refrigerante, típico almoço de fast-foods.

Para finalizar a visita não poderíamos deixar de ir ao Lago Paranoá, porém na volta do lago eu consegui me perder, algo que não havia ocorrido até então, e ficamos mais de uma hora feito barata tonta até encontrar a Praça dos Três Poderes novamente e poder retornar para Goiânia, chegando às 18h30. Nessa visita também procurei encontrar com um amigo de faculdade, porém não achei ninguém que tivesse seu número e voltei com a sensação de que algo ficou faltando, mas tudo bem, fica para a próxima.

Se não se atentaram ao céu nas fotos desse post, peço que voltem e apreciem esse detalhe. Eu gostei muito de como ele estava no dia e de sua aparência nas fotos, como um personagem, principalmente na última, que em minha honesta opinião está ótima, parecendo até uma pintura.

Bom, é isso aí. Até a próxima. Um post por semana, vou conseguir!!!

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Sobre Felipe Washington

Gott weiss Ich will kein Engel sein.
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