Europa – Dia 4

Muito bem, hoje é o dia de contar a visita a mais famosa cidade italiana, Veneza! E pela primeira vez tive a capacidade de filmar, logo alguns vídeos de minha autoria aparecerão aqui. Nesse texto, além de MUITAS fotos, descreverei como não confiar em um restaurante, como um erro de comunicação pode quase foder com tudo e a razão de brasileiros reclamarem do atendimento em outros países.

Esse texto faz parte de uma série, o texto anterior e o índice se encontram nos respectivos links.

Nesse dia eu estava empolgado, afinal iria para Veneza, algo que queria fazer desde que tinha meus 12-13 anos e vi uma propaganda, se não me engano da HP, dizendo que Veneza estava “afundando”, como a fama da cidade já me era conhecida, criei um objetivo que seria a visita antes dela afundar. Já adiando que Veneza é sim muito bonita, pena que muita coisa estava em reforma durante a minha visita, mas isso é normal. Outra coisa que vivem me perguntando é já colocarei aqui: VENEZA NÃO FEDE!! Acredito que essas letras garrafais sejam suficientes, mas algo a se levar em consideração é que eu nasci e cresci em cidades construídas às margens de rios, logo o cheiro que fica quando a água abaixa de nível não me incomoda, é apenas um cheiro normal.

O ônibus que sempre nos levava nas excursões possuía duas portas, uma na frente e outra no meio, e eu sempre me sentava próximo à porta do meio, assim fui direto para ela quando o mesmo chegou enquanto uma fila se formava para a entrada pela porta da frente, infelizmente naquele dia a entrada só seria efetuada pela porta dianteira para melhorar a contagem dos passageiros. Quando fiquei sabendo disso me dirigi diretamente para a porta, ignorando toda a fila já que eu passei por um pilar que bloqueou parte da visão e por eu não me importar já que ninguém ficaria para trás, porém uma mulher na fila começou com mimimi dizendo que eu teria que ir para o fim da fila e que não iria passar na frente dela. Olhei aquilo sem entender, pois independente de onde cada um estivesse alí, todos sairíamos juntos. Novamente a mulher não parava de reclamar, mesmo quando eu disse que se ela fazia tanta questão podia entrar na minha frente, mas aquilo me deixou muito puto pela tempestade em copo d’água e lancei mentalmente uma praga. Ela iria pagar.

Logo quando saímos de Bolonha presenciamos um acidente na outra mão da auto-estrada e um congestionamento que deveria ter uns 10km, sem brincadeira. Pude ver aí a sinalização em ação, indicando aos usuários daquela via o tamanho do tráfego que eles deveriam enfrentar e que deveriam ter atenção. Infelizmente durante a viagem não aconteceu nada que valha a pena citar, apenas a vista de algumas fortificações antigas em alguns morros.

Chegando em Veneza, ao ficarmos parados um momento enquanto atravessávamos uma ponte, um tiozão no ônibus ao lado pedia insistentemente para que uma foto sua fosse tirada por mim, a princípio ignorei já que ele nunca pegaria aquela foto mesmo, mas ele fazia coisas tão engraçadas e insistia tanto que eu decidi tirar uma foto daquele animado senhor sueco. Depois nos dirigimos ao local onde pegaríamos a barca que faria o passeio contornando o centro histórico. Seguem algumas fotos do passeio:

A foto ficou uma bosta, mas o tiozão ficou feliz e ele jamais a verá mesmo...

Molino Stucky. Antigamente um palácio, hoje um hotel.

Igreja do Redentor.

A melhor foto que já tirei na minha vida. Ainda a emoldurarei por considerá-la extremamente bela.

Basílica de San Giorgio Maggiore.

Tudo estava muito bom, tudo estava muito bem, eu ouvia o guia e tirava várias fotos, até que ouço um apito de barco vindo da parte de trás e decido olhar, então vejo a uns 10 metros de distância da traseira da nossa barca um barco de transporte automotivo. O bicho era grande e estávamos atravessando bem a sua frente, mas após uns 5 apitos a nossa barca saiu da sua frente. Uma bala 7 Belo para quem adivinhar o sexo da pessoa que pilotava a nossa barca.

Era só na frente disso que estávamos...

Apesar dos esforços da piloto, conseguimos chegar sãos e salvos em solo e marcamos como ponto de encontro o local de onde a barca sairia, o mesmo que ela chegou, em frente ao restaurante e sorveteria Bucentauro (sim, essa criatura mitológica existe e eu traduzi o nome). Após isso fomos nos dirigir ao restaurante onde almoçaríamos e após isso começaria o city tour.

Chiesa della Pietà.

A famosa Ponde dos Suspiros... Em reforma...

Os pilares da praça de San Marco. Entre eles ocorriam as execuções, por isso se deve evitar passar por alí.

O campanário.

Basílica de San Marco ao centro e ao fundo a torre do relógio.

Panorama da Piazza San Marco.

Destaque da torre do relógio.

Não poderia deixar de fotografar uma gôndola, não é mesmo?

O almoço foi, mais uma vez, ótimo, naquele restaurante vi a invasão chinesa, pois todos os cozinheiros e garçons eram chineses, ao andar por Veneza também vi que vários estabelecimentos possuíam essa característica. Ao fim da refeição um café foi oferecido, recusei e posteriormente percebi que foi a escolha mais sábia, pois aquela porcariazinha custava 1,50€!! Em pensar que aqui no Brasil o café é servido gratuitamente pelos restaurantes… Agora eu devia enfrentar uma escolha difícil, não haveria tempo para um passeio de gôndola e o city tour, precisava escolher e visitar aquela cidade sem andar de gôndola podia ser um sacrilégio, mas optei por conhecer a história dela e me dirigi com a guia de volta à San Marco.

Tirei a foto para comparar o poço com os de Assassin's Creed II e só depois percebi a menininha alimentando os pombos.

Na praça a história da cidade nos foi contada, descobrimos que todos os prédios da cidade estão sobre estacas de madeira colocadas bem juntas umas às outras, que essa cidade nunca foi invadida, pois quando isso estava prestes a acontecer todas as estacas que mostram as partes rasas dos canais e rios eram retiradas, encalhando os barcos inimigos, o funcionamento do relógio foi explicado e também ficamos sabendo do fenômeno chamado de Acqua Alta, onde a Piazza San Marco fica completamente inundada durante as marés altas entre o outono e a primavera. Foi também contado a nós sobre a queda do campanário no início do século XX e sobre os ilustres moradores da cidade, como Casanova e Vivaldi.

Em um certo momento, após tirar fotos para mais um panorama, eu estava correndo para alcançar meu grupo, mas olhando para o iPhone e acabei batendo violentamente em uma senhora e como muitos turistas estavam alí eu só olhei sem graça, pois não sabia como pedir desculpas, foi então que ela sorriu e pediu desculpas para mim em alemão. Na hora eu até fiquei feliz, seria a minha primeira oportunidade de conversar em alemão com uma nativa da língua, mas tudo o que eu tive tempo de dizer é que eu sentia muito, que a culpa era minha e que precisava correr para alcançar meu grupo. Após eu pedir desculpas novamente saí feliz por ser compreendido.

Palazzo Ducale a esquerda, as torres a frente e o Procuratie Vecchie a direita.

Basílica de San Marco. Tudo o que aparece brilhando nessa foto é ouro.

Nos vídeos acima tivemos as badaladas do relógio e a passagem do Ruby Princess com o toque do campanário, creio que para avisar da passagem do mesmo.

Após a liberação da guia começamos a andar por conta própria e eu tinha um objetivo em mente: A CONQUISTA!!! Visitar a Ponte di Rialto. Perguntei para a guia como chegaria lá e após a explicação segui juntamente com meu tio. Passando pelas pequeninas vielas seguimos. Quando quase estávamos no destino fui parado por uma asiática que perguntou a direção da Praça San Marco, quase não consegui explicar, principalmente por esquecer como dizer “placa” em inglês, pois era somente seguir as plaquinhas amarelas, mas no fim desisti e passei as direções a serem seguidas, mas não sem antes irritar o homem que estava com ela pela demora.

Pequenas ruas de Veneza.

Ponde di Rialdo ao fundo.

Quando estava em cima da ponte vimos um grupo de brasileiros tirando fotos e lá foi meu tio socializar:

– Xis!!

– É, xis!! Hahaha! – uma mulher respondeu, desconfiei que ela não percebeu o sotaque goiano do meu tio.

– Cêis são da onde? – meu tio pergunta. Claro que a escrita dessa frase foi zoação.

– Brasil! – a mulher responde.

Nisso um homem do grupo, o que tirava fotos fala para a mulher:

– Err!! É óbvio que ele sabe que a gente é do Brasil, ele é brasileiro também! Ele quer é saber de onde do Brasil a gente é!!

– Ah! Santa Catarina! – a mulher respondeu sem mudar a sua expressão de felicidade apesar do tom do homem. Devia ser felicidade de estar na Cidade das Pontes.

Voltando era hora de comprar souvenirs, passei em uma loja e comprei alguns chaveiros, postais e um leãozinho com asas (o símbolo de veneza que está por toda San Marco) que ficou para mim e já está ao lado do DeLorean na minha prateleira de enfeites. Andamos mais um pouco e cheguei em frente a uma loja com algumas estátuas de cavaleiros templários, como meu tio gosta muito deles eu sugeri a compra e decidimos entrar nessa também.

Já na entrada perguntei para o atendente porque um soldado naquela loja custava três vezes mais que em uma logo em frente, a resposta foi curta, mas em tom humorado: “Esses aqui foram fabricados na Itália”. Meu tio se encantou por algumas estátuas dos deuses romanos enquanto eu fui olhar as réplicas de pistolas antigas, foi então que eu a vi. Logo atrás do estande, praticamente escondida estava ela. Reconheci sua forma imediatamente, era uma réplica da Mauser C96 do fim do século XIX, também usada na Primeira Guerra Mundial e eu precisava a ter para mim. O frenesi começou. Perguntei o preço, 60€ com desconto, era tentador demais. A agitação não parava. Comprei.

Era hora de voltar ao ponto de encontro, eu estava quase pulando de alegria com aquela réplica na minha mochila, “Ela ficará excelente na parede do meu quarto”, eu pensava. Chegamos no Bucentauro e encontrei um dos casais da noite da pizza sentados lá tomando cerveja e com uma garrafa d’água na mesa, como não havia tomado nada depois do almoço eu estava com sede e pedi água também. Após conversarmos a barca chegou e fui pagar a conta.

– A cerveja foi 6€ e a água 4,50€. – o Clodoaldo me disse.

– As duas águas 4,50€? Essa água tá cara aqui, hein? Nas barraquinhas alí na praça ela tá 1,50€. – eu disse.

– Não não, só a sua. A minha eu comprei na barraquinha.

Na hora só uma coisa passou na minha cabeça: “QUE PORRA É ESSA!?!?”. Devo ter feito uma cara de cu inacreditável naquele momento, mas, muito contrariado, eu paguei e dei os 50¢ de gorjeta para o garçom.

Tá aí pra quem duvidar que o nome do lugar era Bucentauro. Lógico que Bucentauro é a forma traduzida, procurem no Google se duvidarem.

A barca chegou e embarcamos. Todos exceto seis. O tempo passava e o barqueiro dizia que não podia esperar mais, o que deixava a agente de viagens apavorada, ela nunca havia deixado ninguém para trás. O barqueiro disse que ele até poderia esperar, mas isso custaria 500€, foi então que o marido dela disse que não haviam crianças lá e que todos saberiam voltar para casa, mesmo sem saber falar inglês. Isso somado ao fato de que ninguém aceitou pagar para esperar nos fez voltar naquele momento. Eu filmei grande parte da volta e compartilho abaixo, o vídeo é grande e os diálogos são ruins, mas se quiser ver, tá na mão. Quando desembarcamos encontramos os outros seis lá. Para eles aquele locar seria o ponto de encontro ao invés do Bucentauro, o que deixou alguns resolvatos com a cabeçudice.

Meu tio, sem-noção como sempre, pedia constantemente a minha pistola para ficar mostrando aos outros, foi então que a encheção de saco começou, tanto por parte do meu tio quanto por parte dos outros viajantes, mas como era apenas uma réplica toda soldada e com o cano tampado, pensei não ter problema nenhum e nem me importava, apenas estava cansado e queria dormir. Encostei a cabeça na janela e capotei.

Por volta de uma hora depois eu acordei e percebi que estava com a boca aberta, tive instantaneamente a certeza de ter roncado, sei quais posições que se eu dormir eu ronco, já cheguei até a acordar com alguns roncos meus, mas o problema mesmo é que por ter ficado com o ar condicionado apontando para mim, minha garganta estava arranhando. Sabia onde aquilo iria parar, em uma gripe violenta.

Quando chegamos no hotel todos saíram desesperados para a recepção formando uma fila gigantesca, e eu obviamente entrei nela, a louca do mimimi era a primeira da fila e eu não queria encrenca com ela de novo, a distância de dez pessoas seria suficiente para isso. Como eu estava na fila, meu tio foi andar ao lado dela com sua camisa social, calça jeans e sapato já que as outras roupas normais haviam sido usadas, todos os outros estavam de qualquer jeito, inclusive eu. Foi então que lá no meio da fila ouço o recepsionista perguntar ao meu tio qual era o apartamento dele, na hora pensei “Meu tio vai falar que não precisa porque eu estou na fila e vamos ficar aqui esperando.”, olhei para a mulher do mimimi na cabeça da fila e não tive dúvidas, iria sacanear.

– Due due otto, si!? – falei após pular na frente do meu tio e enquanto apontava para mim e para ele mostrando que estávamos juntos.

– Due due otto! Claro! – respondeu o recepcionista sorridente enquanto pegava a chave do meu apartamento.

As pessoas da fila começaram a falar todas juntas os seus números, então escuto o camarada dizer que ele não poderia atendê-los enquanto uma outra mulher, italiana, não terminasse o check-in e que era para eles esperarem. A chiliquenta olhou para mim com a maior cara de cu possível e começou a reclamar que eu furei a fila. Eu somente ria e balançava a chave enquanto passava por todos na fila e me dirigia ao elevador. A praga havia funcionado.

Após a minha vingança eu só queria experimentar a pizza italiana novamente, mas em outro lugar, e convenci um grupo e meu tio a irmos em um local que eu tinha recebido o cartão. Infelizmente meu tio decidiu seguir um outro grupo e eles não quiseram ir à pizzaria, queriam ir em um tal de Donatello (Esses nomes só me lembram as tartarugas ninjas… Mas tenho certeza que 90% da população mundial sofre disso também.) e nos dirigimos para lá. Durante a caminhada eles só falavam mal do atendimento e tratamento oferecido a eles no Diana, local que eu tinha jantado na noite anterior, e eu não compreendia a razão, já que fui muito bem tratado como em qualquer outro lugar.

Descreverei aqui o grupo que eu estava. Éramos onze pessoas, quatro casais, a filha de um dos casais com seus treze anos, meu tio e eu. Tirando meu tio e eu, todos eram nordestinos, creio que de Pernambuco e todos sabemos como nordestinos são um povo alegre e que gosta de usar um volume maior em seus discursos, e eles estavam gritando na rua.

ATENÇÃO: Como está tendo uma onda de preconceitos e processos por conta disso aqui, criei essa nota para esclarecer algumas coisas. Não há nenhum preconceito de minha parte nos trechos anteriores e seguintes, apenas citei que eles eram nordestinos pelo fato de todos conhecermos a maneira como eles agem e enfatizar como falam alto e são bem divertidos, é a cultura deles e a maneira como eles são e eu não tenho nenhum problema quanto a isso, desde que seja aqui no Brasil. Eu moro em Goiânia e não tenho problema nenhum quando dizem que aqui só tem corno e dupla sertaneja, até porque já vi alguns amigos sendo chutados pela namorada e a única coisa que faltou foi ele pegar um violão e sair na rua procurando outro para começarem a cantar. Grato pela compreensão.

Quando chegamos ao restaurante, que estava bem vazio, nos colocaram em uma salinha separada, o que gerou comentários sobre preconceitos do restante do grupo. Por mim estava tudo bem, sendo atendido e comendo bem eu não via problema nenhum nisso. No começo estava tudo bem, o povo me recomendou jogar a Mauser fora dizendo que aquilo me daria muitos problemas, fizemos nossos pedidos e novamente eles falavam mal do Diana. Estava na hora de intervir e falei que no dia anterior eu também estava lá e fui tratado de maneira excelente por todos. Eles pareciam não acreditar, mas meu tio confirmou e completou dizendo que ficamos em uma salinha separada também.

Comecei a olhar todas as fotos emolduradas que estavam na parede, infelizmente não tirei nenhuma foto, foi então que vi uma foto que me surpreendeu. Parecia ser do senhorzinho baixinho que nos atendeu, mas o cara estava UM MONSTRO!! Quando ele apareceu novamente eu precisava perguntar se aquele era ele e ele confirmou, conseguindo a surpresa de todos no recinto. Eu fiquei embasbacado quando vi que aquele senhor é, ou era, tão forte assim, mas a maior surpresa que eu tive foi nesse exato momento que eu estou escrevendo esse texto, pois fui procurar uma foto dele e achei, mas achei também muito mais coisas que, se forem dele mesmo já que eu não estou acreditando ainda, mostram que ele é famoso PRA CARALHO!! Além de dono de restaurante e fisiculturista ele é ator e cantor!! Procurem por Ferruccio Fanciullacci e fiquem de boca aberta também. Tem até foto dele na capa da Times, mas isso tem que ser fake ou eu preciso estar me confundindo. Se bem que pensando agora, isso explica todas as fotos de celebridades diversas que estavam naquela sala. Fiquem com a foto e um vídeo.

A foto era essa. Descobri o nome dele e tudo mais procurando no Google somente pelo nome do restaurante...

Continuando a história do restaurante que eu preciso acabar esse texto logo… Como ninguém falava italiano, veio um garçom que falava inglês, muito educado por sinal, mas meu tio não podia deixar barato, ele precisava fazer o que faz sempre e começar a pedir guaraná, leite Gabi, e outras coisas daqui para sacanear. Quando o pobre falava que não entendia ele ria junto com uns outros dois. É por isso que eu falo que brasileiro tem mais é que se foder quando vai no exterior mesmo. Porra, precisava ficar zoando o coitado que está trabalhando? Óbvio que não! Aposto que todo mundo já esteve em uma situação que se distraiu e perdeu o assunto das pessoas com as quais estavam e quando perguntou os FDP não quiseram dizer. Ou quando seus amigos conversam de acontecimentos que você está por fora e quando você pede explicação eles falam pra deixar para lá, que é coisa só deles. Ou até quando riem de você e você não entende nada do que está acontecendo. Em todas essas situações uma coisa é comum, você fica extremamente sem graça de estar alí e fica puto. Agora imagine pessoas falando uma outra língua, te perguntando as coisas, você não entendendo, ficando com cara de bunda e todos rindo de você. Eu me revoltei pelo Giuseppe, me fez lembrar de vários momentos frustrantes da minha vida.

Chegaram os pães e os vinhos, como de costume, e quando o vinho começou a entrar a conversa foi aumentando de volume, até chegar em um ponto que eu me sentia envergonhado, já que eles começaram a dançar e tudo mais em pleno estabelecimento. Por sorte nos colocaram naquela salinha, pois quando o senhor e uma senhora passavam eles não nos olhavam com olhares muito agradáveis. Eu somente ficava com vergonha daquilo e entendia o porquê deles terem sido mal atendidos no Diana.

As expressões do casal dono do restaurante, creio eu que eram donos, somente pioravam e eu estava com um cagaço enorme de ser expulso do local. Porém em um dado momento dois dos homens decidem sacanear um outro, um se ajoelha e pede a mão do segundo zoador, que entrega com o pulso dobrado enquanto coloca a outra mão na boca de uma forma MUITO homoafetiva, nesse momento a senhora passa, vê aquilo, arregala os olhos, franze a testa e seu corpo continua indo para frente, mas a cabeça permanece parada no mesmo lugar, se entortando toda, claramente estranhando aquela cena. Passados alguns segundos ela volta e entra na salinha perguntando se somos espanhóis (Tenho dó dos espanhóis, em todos os lugares que íamos perguntavam isso, eles devem ser o Brasil da Europa…), falamos que somos brasileiros e ela sorri, começando a falar de coisas daqui como carnaval e praias, até que um cita o samba, se levanta da cadeira e dá uma sambadinha, o que a fez rir muito e pedir repeteco da cena. Por sorte ela entendeu tudo e foi muito gentil conosco, pedindo até a sambadinha quando fomos embora.

Mais um dia terminou bem, com sorte, e tenho uma outra dica, se você vai a um outro país, visitar outra cultura, não pode ficar fazendo escândalos, ninguém gosta disso, nem mesmo entre a nossa família isso é bem visto, imagine em outro continente.

Para finalizar eu deixarei aqui uma foto de uma loirinha que vi em Veneza, eu só falo das estrangeiras e nunca tinha foto, pois agora eu tirei. Saiu tremida, mas mesmo assim dá pra perceber que ela é bonita.

Tá aí. Eu deveria ter tirado mais fotos para garantir...

Até a próxima. Correndo mais que bandido fugindo da cadeia, mas consegui terminar isso!!

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Sobre Felipe Washington

Gott weiss Ich will kein Engel sein.
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4 respostas para Europa – Dia 4

  1. Envy disse:

    “Bucentauro”? Nome bem… enfim… curioso. Mas creio que eu teria afinidade com esse nome. RÁ!
    Agora… que foto noob é aquela da loirinha do final?!?! Devia ter tirado mais.. de preferência pedindo uma pose pra ela.. (consegue ser mais noob que eu pra essas coisas aieuauieiuaeiae)

    • É, você teria afinidade com seres metade homem metade touro mesmo…
      Quanto a foto da loirinha, eu tentei tirar algumas melhores, mas sempre acontecia alguma coisa, um gordo entrava na frente ou ela ficava de costas, aí ficou essa mesmo.
      E quanto a ser noob pra essas coisas, isso eu sou mesmo, não teria coragem de chegar nela e pedir pra tirar uma foto, principalmente por nem saber que língua ela fala.
      Mas e aí, falando em nomes, a Tássila conseguiu escrever o nome do blog já?

      • Envy disse:

        aiueuiaeuiaaue.. depois de tanto tentar: “delirio de contar?” “delirio de que?!” “delirio de coutar?” ela enfim conseguiu (leia-se: sergio deve ter passado o link).
        Ela leu o texto da sergisse e achou legal (não fazia ideia de que eu era o autor).

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